segunda-feira, 31 de maio de 2010

dói. talvez nada explique o porquê da dor, mas dói. este silêncio cadente. tenho raiva. fúria inconformada. do lado alguém usa uma furadeira que me faz doer ainda mais. não suporto ou sobrevivo. 1821, a fonte do sangue. você não entende as referências explícitas, quem dirá aquelas chaveadas. a ficção lateral, a boneca de dentro da boneca. sem acento russo. eu precisava de ajuda, quem o fez? quem poderia fazê-lo? tenho raiva sim e me dou a este luxo. gosto dos luxos e não me importo se há ainda pobres no mundo. a morte já é em si uma riqueza a mais para tantos. os rios de sangue abrem as ondas, que eu entendo no longo murmúrio. eu atravesso a cidade como um campo fechado. a natureza rosna em rouge.

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