segunda-feira, 18 de outubro de 2010

black-tie

para carlos e olívia

uma taça na mão, um saia longa, new look dior, entre marilyns, brigittes e elizabeths, ela não aparentava tanto quanto o fino chamapanhe que segurava. sem ser étnica, nem folk. deixaremos de lado o flower power. pas chic. um james dean olhava sedutor a um canto, cary grant num sorriso torto (calvin klein demais), marlon brando fazendo malabarismos com um cigarro, sem motocicleta. ela tinha seu próprio motorista. anos 50 para além dos 2000. jogava charme, uma james bond qualquer não sobrevireia sob seus saltos prada. modrian, ysl -1965. delicadeza oriental nos olhos bem maquiados e com mil labirintos. um menino bonito sorri, pena que ele pensa que é john travolta. saturday night fever. ela investe na bolsa (tão fashion yuppie!), ouve madonna, bowie & jimi hendrix. menos prazer, mais poder. passa por um kurt cobain de cabelos compridos, raiva!, ele nem a vê. por este ela sacrificava um versace ou um gucci. este certamente a levaria para além da lua. sem luta por um quinhão de fama. um brad pitty faz um barman de armani. uma monica lewinsky insiste neuróticamente em limpar o vestido: moda-brechó. as celebridades no ar. artistas, roqueiros, gays, punks. um toque no celular, 3 segundos para vestir e matar. afiandos os saltos, luvas de seda, sem digitais. quem será a primeira vítima?

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