quinta-feira, 4 de novembro de 2010

de como escrever um fim

não há tempo, ele pensa, preciso fazer as malas. o que levar? como? o bastante pode ser o suficiente. que livro escolher para uma última viagem de fuga... o taxista é quente, lembra baptiste giabiconi, ele não apenas carrega as malas, ele faz a cena. ele fuma, mas não apenas fuma, o movimento se encaixa no corpo, o corpo é o pleno movimento. talvez não devesse deixar este post-it com um recado de adeus, às duas da madrugada, a janela aberta, o vento frio entrando, eu saindo. mas quando tudo pesa, será que o céu ainda permite que se entrevejam algumas estrelas?

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