quarta-feira, 8 de julho de 2009

a curva dos olhos

a branca escuma em dores e labirintos vermelhos
vôo de pianos sob o coral
no fundo escuro da caixa preta
habita um velho filósofo
nenhum poeta

entre as prateleiras e estantes
entres livros-cristais
desce a bailarina até o chão
o sorriso macabro de três pontos brilhantes

a sombra e as covas
o carvão e o sépia
nenhuma cor de cor pelo corpo
o não insiste
e a cor de morte
- rasgo de ser -
lágrimas, cloro, mar
evade do ser

cloto rouba o olho.

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