segunda-feira, 27 de agosto de 2012

dos dramas não-poéticos que tenho de enfrentar: não posso voar de um quinto andar
batendo asas à ana c. moro no térreo e tenho grades nas janelas
nao sei fazer polenta e quase nunca vou ao circo, mas tenho meus reveses 
bem aglaja veteranyi
não sei nadar. não posso mergulhar em algum lago de zurique.quiçá na barra da lagoa?
reinaldo arenas é quem me brinda. on the rocks. javier bardem não tentará um oscar por mim.
60 pastilhas de secobarbitol
escondidas nas páginas de andrés caicedo.
um tiro de revólver na têmpora direita e camilo castelo branco me imortaliza.
Eu trouxe do Porto cem mil reis que me mandaram entregar a esse senhor e ainda não o tinha feito por esquecimento. Desempenho-me agora da minha missão
quiçá morrer em paris.. sempre em paris
como sadeq hedayat
bricando de gérard de nerval.
torquato neto é quem me dá o gás
me afoga nas palavras vomitadas e me enforca
sufoca....
um fantasma a foster wallace.
no meu banquete alguém recita florbela espanca
que tem cido meu vicio...
josé maría arguedas sussurra uma orelha não-literária.
me contento com pizarnik... que me dá tapas na cara e esperneia.
ela não quer dar.
na redoma de vidro não respiro, sylvia plath é quem me prende e anne sexton ri da minha cara.
e me resta chorar no banho.
impotente.

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