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quarta-feira, 5 de outubro de 2011


o eterno silêncio dos bancos solitários em praças abandonadas.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Longe sem sair do lugar

Di questa poesia
mi resta
que nulla
d'inesauribile segreto
(Giuseppe Ungaretti -
Mariano, il 29 giugno 1916)




sentado a frente do banco do brasil. espero ainda. na avenida diante dos meus olhos, não uma passante, mas uma multidão delas, já não faz diferença, destas que certamente eu não amaria. não quero os corpos, mas vejo as sombras. é mulher, carrega uma sacola, nem tem tanta pressa. mas o dia tem, como o rapaz de terno barato que quer o rastro do final da tarde. em minha são paulo noturna há os passos apertados, o assalto, as mãos gélidas. o que queria realmente o trombadinha quando suas mãos passearam pelo meu corpo procurando bolsos e neles o que ali houvesse? meu mapa não é o de roberto piva, tampouco o de mário de andrade. continuo minha cartografia em seus calendários. são paulo: rodapé em que disserto do teu e do meu desejo. os passos sempre apertados, meu olhar vago, de quem procura o horizonte, quem acostumado com o duplo-azul feito mar&céu, se perde e vaga. o metrô, sempre duas estações atrasado, sempre sem olhar para os lados. qual perigo se esconde na próxima esquina?


segunda-feira, 7 de março de 2011

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

notas



preciso retornar para mais fotografias. esta fotografia é minha. na página que te ofereço não te li. aqui, oculto em algum canto eu compus aquela melodia dodecafônica pra ti. simples até. os estralos rompendo na pista. mas eu ainda não te conhecia. ou talvez já. ou talvez nem soubesse. mas eu carregava meus versos e meus fantasmas. meu cortejo em que se sentavam à mesa mário de andrade, piva, rimbaud... e tantos nomes no vazio do nome, no sem rosto da página. eu não tenho sono. não ainda. talvez precise um pouco. talvez eu insista em falar contigo de novo. mas você nem sabe disto aqui. deste outro. eu te disse que te escreveria, mas nem tenho seu endereço. daqui, eu apenas posso ver um lugar. tua cidade próxima, sem luzes, sem pousos, talvez com algum segredo. suspendo a literatura. sem arte, danço e me equilibro num meio-fio. qual a velocidade média do carro que não-vem? um táxi, o metrô. quantos minutos são necessários para te achar em meio à multidão. você lê e pensa que isto é pra ti, mas não é. é para o outro lado, pelo não-lido. entrega as veias. eu ainda preciso desenhar uma curva perigosa que a lente da objetiva não capture.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

la dolce vita


(ao som de “confesso” – bethânia)

no entorno da sé foi onde te perdi. tenho a fotografia datada. no verso talvez coubesse escrever teu nome. mas tu foi sumindo devagarzinho, virando as páginas, calçando os saltos, se afastando. se olhar direito talvez eu te encontre pendurado em alguma janela. tu não sabes do que eu sei. de chico, pernas cruzadas, cigarro ausente, sempre retirado de tuas mãos. (what would the community think). eu é quem talvez tenha abolido, no medo aberto, nossa vacanza romane em que tu bancarias gregory peck de lambreta e viria pegar para a fuga sempre aos finais da tarde. mas não tenho culpa, minha vida não tem um roteiro de wyler, por mais que as pérolas, os chapéus, as luvas... se acumulem no guarda-roupa e a mala quase nunca feche. você ainda é capaz de pronunciar meu nome?

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

à Caillois


Bom, andando na rua estes dias, acabei comprando uma fotografia tirada por Diego Janatã, motivo: o louva-deus. Depois de enfrentar a missão de ler Roger Caillois, fiquei com a imagem do animal na mente para algumas reflexões. Nada pronto, nada sustentável ainda... não obstante, fica a imagem capturada.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

terça-feira, 8 de setembro de 2009

terça-feira, 9 de junho de 2009